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Protesto contra a entrega de Joaquin Pérez Becerra ao governo colombiano - 20Set2020 15:47:08
Na noite de 23 de abril, o jornalista e militante Joaquín Pérez Becerra foi detido no Aeroporto Internacional de Maiquetia, na Venezuela, e dois dias depois entregue pelo governo venezuelano à polícia colombiana.
Joaquin Pérez Becerra é ex-vereador da União Patriótica no município de Corinto, na Colômbia, e um dos poucos sobreviventes do extermínio de mais de 5 mil militantes dessa organização política cuja militância foi massacrada pelo regime paramilitar colombiano nas décadas de 80 e 90.
Nós, da Esquerda Marxista do PT protestamos veementemente contra a entrega de Joaquin Pérez Becerra ao governo colombiano. Aos revolucionários e socialistas é impossível concordar com a entrega de um militante que luta contra a tirania em seu país a um governo que tem em suas prisões mais de 7.500 presos políticos sindicalistas, estudantes, camponeses e ativistas de direitos humanos. Entregar um militante anti-imperialista nas mãos dos inimigos que buscam sua morte, entregá-lo para ser preso e torturado é um ato que ataca, desmoraliza e ameaça em primeiro lugar a própria revolução venezuelana. A ameaça à vida deste militante e é uma ameaça para todos os militantes internacionalistas, na Venezuela e em todos os lugares.
Retirado de Marxismo.Org
Fonte: https://tirem-as-maos-da-venezuela.blogs.sapo.pt/202335.html O Caso Becerra - 20Set2020 15:47:08
Por fin Chávez cantó y no joropo precisamente Por: Patricio Silva http://www.aporrea.org/ideologia/a122520.html Chávez contradictorio, impera una dirección colectiva del proceso revolucionario Por: Francisco Sierra Corrales http://www.aporrea.org/actualidad/a122570.html Joaquín Pérez Becerra: de nombres y de campanas Fonte: https://tirem-as-maos-da-venezuela.blogs.sapo.pt/202174.html 9º aniversário dos acontecimentos de 11, 12 e 13 de Abril de 2002 - 20Set2020 15:47:08
Pelo 9º aniversário dos acontecimentos de 11, 12 e 13 de Abril de 2002, a Cooperativa Mó de Vida, tem o prazer de o convidar para assistir à projecção do documentário "A CIA contra a Venezuela Bolivariana", acompanhado pela exposição iconográfica denominada ?Lembra-te de Abril?, que terá lugar nas nossas instalações, na próxima segunda-feira 11 de Abril de 2011, pelas 19 h.
MÓ DE VIDA COOPERATIVA Calçadinha da Horta, 19 * 2800-564 PRAGAL ? ALMADA
Seguidamente haverá um debate sobre o processo político venezuelano, terminando com uma degustação de produtos venezuelanos.
Fonte: https://tirem-as-maos-da-venezuela.blogs.sapo.pt/201882.html 12 anos de Revolução Bolivariana - 20Set2020 15:47:08
Muito se conquistou em 12 anos de Revolução Bolivariana.
Aumentou a prática de desporto, investiu-se em infraestruturas e aumentou a participação em competições desportivas como os Jogos Olímpicos e Para-Olímpicos. Diminuíram a pobreza e a pobreza extrema. Diminuiu a desnutrição e diminuiu a desnutrição infantil. Melhorou a dieta dos venezuelanos. Aumentou o serviço de saneamento e de água potável. Diminuiu a desigualdade social, aumentou o Desenvolvimento Humano.
Aumentaram matrículas escolares, o acesso ao programa de alimentação escolar e a escolaridade dos venezuelanos. Aumentaram os universitários e os licenciados e a Venezuela é segundo país da América Latina com mais matrículas nas universidades. Duplicou o investimento em Educação. O abandono escolar diminuiu no ensino secundário. Aumentou a escolaridade primária.
Diminuiu a mortalidade infantil e diminuíram a mortalidade pós-natal e neo-natal. Aumentou o investimento em saúde pública. Diminuíram doenças que afectavam as crianças. Aumentaram as cirurgias cardiovasculares em crianças. Vieram médicos cubanos e venezuelanos para os bairros populares da Venezuela. salvaram-se imensas vidas dos que estavam antes excluídos do sistema de saúde. Aumentou a estatura das crianças.
O Salário Mínimo aumentou e é um dos mais altos da América Latina. Houve crescimento económico, a Venezuela é o quarto país de maior PIB da América do Sul. Diminuiu a Dívida Pública e a Dívida Externa. Diminuiu a inflação média. Aumentaram as Reservas Internacionais. Aumentou o trabalho formal. Diminuiu o desemprego.
Aumentaram as pensões e o número de pensionistas. Aumentou a superfície de terras cultivadas. Aumentou a produção de frango, carne bovina, arroz, milho, cereais e leite. Aumentou a produção de vegetais e os venezuelanos alimentam-se mais. Aumentou o acesso à internet. Lançou-se o satélite Simon Bolívar.
Na política externa, destacam-se os acordos com Cuba, o intercâmbio de médicos cubanos por petróleo venezuelano. A ALBA. O Sucre. A UNASUR. A solidariedade com o povo palestiniano e a denúncia dos governos de Israel e Estados Unidos pelos seus massacres no Líbano e em Gaza, no Iraque e no Afeganistão.
Mas o mais importante foi o papel das bases, foram os operários que ocuparam fábricas para autogeri-las e para exigir nacionalizações, foram os conselhos comunais que reclamaram descentralizar o poder e dar auto-governo às comunidades, foram as comunidades que fizeram comunicação social comunitária, colocando o microfone e a câmara do lado do povo, foram os militares que não aceitaram golpes de estado, foram as pessoas dos bairros que formaram cooperativas, foram as mulheres que protagonizaram os movimentos populares e as missões nos bairros, foram os camponeses que reclamaram a terra para produzir, foram os sindicalistas, como os da UNT, que afirmaram que só com os trabalhadores a revolução se concretiza, foram os estudantes que recusaram a educação elitista, foram muitos militantes revolucionários que não procuraram cargos, mas que sempre que lhes confiaram responsabilidades serviram incansavelmente o povo.
Em poucas palavras foi um povo, descendente dos que expulsaram os opressores da coroa espanhola com a espada de Bolívar, um povo de gente comum, a maioria pobre, muitas vezes na miséria, que se levantou contra o jugo da opressão da quarta república, e afirmou, escrevendo novas páginas na história da humanidade, que o povo pode vencer. Fonte: https://tirem-as-maos-da-venezuela.blogs.sapo.pt/201323.html Discurso radical e percurso conciliador - 20Set2020 15:47:08
?Depois das eleições legislativas do passado dia 26 de Setembro terem conferido uma exígua maioria simples de votos aos candidatos do PSUV e aliados, a reacção de Chávez foi a de «radicalizar» o discurso oficial com o objectivo de calar as vozes críticas que podiam surgir nas suas fileiras.? Será suficiente?
Desde há muito tempo, duas facções aparentemente inconciliáveis polarizam a vida política venezuelana: o oficialismo, que se apropriou das bandeiras do anti-imperialismo e da revolução socialista, e a oposição de direita, que embora recobrindo o seu discurso com a defesa das liberdades e da democracia não passa em última instância de representação política da oligarquia local e dos seus amos imperialistas. É sem dúvida difícil fazer-se uma ideia cabal da realidade venezuelana no meio da feroz e permanente campanha de propaganda lançada por ambas as partes. Sem dúvida que o principal acontecimento dos últimos meses foi a emergência por chuvas desencadeada pelas inundações de fins de 2010, que deixou dezenas de vítimas mortais e 130.000 atingidos. A intervenção do governo bolivariano foi enérgica e eficaz e impediu que se repetissem na Venezuela as trágicas perdas que se deram na vizinha Colômbia. Contudo, a emergência por chuvas pôs a claro o drama por detrás do «défice habitacional» venezuelano, que, longe de se reduzir durante a última década, aumentou até aos dois milhões de lares. A concentração de infrahabitações [«ranchos» ou «cerros») torna-se especialmente preocupante na zona da grande Caracas, onde a aglomeração humana origina inúmeros problemas de viabilidade, insegurança, acumulação de lixo e ameaça de colapso dos sistemas de transporte público, pese embora os importantes investimentos realizados nos últimos anos. As medidas que de momento o governo bolivariano está a tomar para atacar o grave problema da habitação são de natureza parcial (expropriação de terrenos urbanos abandonados, projectos de construção de 150.000 habitações em 2011 com a ajuda de empresas de construção estrangeiras?) e não vão ao fundo do problema, a necessidade de descongestionar a região central através do desenvolvimento de projectos produtivos e habitacionais no resto do vasto e escassamente povoado país. Uma primeira e muito necessária medida neste sentido seria descentralizar toda uma série de instituições estatais actualmente sediadas em Caracas.
Depois das eleições legislativas do passado dia 26 de Setembro terem conferido uma exígua maioria simples de votos aos candidatos do PSUV e aliados, a reacção de Chávez foi a de «radicalizar» o discurso oficial com o objectivo de calar as vozes críticas que podiam surgir nas suas fileiras. Uma de tais medidas radicais foi a eleição de Fernando Soto Rojas, ex-guerrilheiro e esquerdista de largo currículo, como presidente da nova Assembleia Nacional. Sem dúvida que Soto Rojas e a sua equipa saberão responder adequadamente à demagogia dos deputados da oposição na Assembleia Nacional, mas o que se espera deles é a elaboração de toda uma série de leis progressistas que permitam manter a Venezuela na vanguarda dos processos de transformação no continente.
Especialmente necessárias são a derrogação e substituição dos elementos de legislação reaccionária que inexplicavelmente ainda subsistem na Venezuela, 12 anos depois de iniciado o processo bolivariano. Referimo-nos à renovação da lei orgânica do trabalho (LOT) herdada da IV República, à despenalização do aborto ou ao reconhecimento dos direitos civis do colectivo LGBT, entre outras. Outro sinal de radicalização parece ser a aceleração das expropriações de empresas por parte do governo bolivariano durante os últimos meses de 2010 (sobretudo nos sectores petroquímico e agro-alimentar). No entanto, estas novas expropriações seguiram o curso normal dos últimos anos, tanto pelo seu carácter parcial (expropriam-se empresas individuais e não sectores económicos, o que facilitaria muito ao Estado uma planificação à margem do mercado), como pelo pagamento de indemnizações a preços de mercado. Em qualquer caso, o ponto central nas indústrias estatais venezuelanas é a aplicação de um verdadeiro controlo operário sobre as mesmas, pois só deste modo as nacionalizações começarão a adquirir um verdadeiro carácter anticapitalista. No entanto, a realidade é que o governo bolivariano empreendeu um percurso conciliador, tratando de evitar as medidas impopulares que poderiam provocar um conflito com um ou outro sector social. Não se pode compreender de outro modo a retirada por parte de Chávez da anunciada subida do IVA (motivada talvez pelos efeitos do ?gasolinazo? de Evo Morales na Bolívia), ou o veto de Chávez à nova lei das universidades (na medida em que ia democratizar o acesso e o governo universitários, iria sem dúvida encontrar forte resistência na sua aplicação por parte das elites académicas vinculadas à burguesia). Igualmente nesta linha se deve entender a oferta de Chávez de encurtar o tempo da lei habilitante, devolvendo-a ao Parlamento para o 1º de Maio (oferta que parece não ir concretizar-se, sendo provável que a lei habilitante que concede poderes legislativos especiais ao presidente da República se prolongue pelos 18 meses inicialmente previstos; episódio este que no entanto exemplifica o carácter sumamente discricionário com que Chávez exerce o poder).
Certamente Chávez não considerou adequado vetar muitas outras leis que a última Assembleia Nacional aprovou com alguma urgência durante os últimos meses de 2010 antes de a chegada dos deputados opositores acabar com o virtual monopólio legislativo com o qual o oficialismo tinha contado durante cinco anos. Tal inclui diversas leis para fortalecer o controlo governamental sobre os conteúdos da Internet ou o financiamento de organizações políticas e sociais ou uma lei anti-transfugas idealizada especificamente para perseguir a dissidência no grupo parlamentar do PSUV. A Venezuela fechou o ano de 2010 com uma situação económica nada risonha, combinando uma queda do PIB com uma elevadíssima taxa de inflação (27,1%). A vasta rede de subsídios e serviços sociais levantada pelo governo bolivariano (um feito de grande envergadura para um país da periferia capitalista) é cada vez mais difícil de manter, uma vez que o modelo de desenvolvimento aplicado nesta última década (baseado na extracção de hidrocarbonetos, na diversificação das relações comerciais no quadro do mercado capitalista mundial e num projecto desenvolvimentista ligado à constituição de empresas mistas com potências estrangeiras) não incrementa o tecido produtivo do país, tremendamente dependente das importações.
Como resultado de tudo isso, o Estado venezuelano apresenta certos problemas de liquidez, o que explica a drástica desvalorização do bolívar no início de 2010, consolidada no início de 2011 com a subida do tipo de câmbio para alimentos e medicamentos a 4,3 bolívares por dólar. Se a isto juntarmos o projecto de um orçamento organicamente deficitário (baseado num preço do barril de petróleo de apenas 40 dólares), que exige a aprovação constante de «créditos adicionais» para o pagamento de todo o tipo de despesas ordinárias (como os salários dos funcionários públicos), dão-se casos bastante generalizados de paralisia do funcionamento das instituições venezuelanas, tanto a nível nacional, como nos estados e municípios. É um lugar comum da propaganda oficial comparar as estatísticas actuais com as da IV República para justificar os êxitos do governo e é óbvio que o forte desenvolvimento económico e social desta última década contrasta vivamente com a catástrofe neoliberal dos anos 90. Contudo, um projecto político que pretende (re)construir a unidade latino-americana enquanto se emancipa do jugo imperialista e avança para «o socialismo do século XXI» não deveria olhar-se ao espelho dos números do corrupto, servil e ineficiente Estado da quarta república, mas antes no das crescentes necessidades sociais do povo trabalhador venezuelano, que graças ao próprio processo bolivariano são hoje muito maiores do que no ano de 1998.
De frente para o futuro, o conjunto da vida política venezuelana parece encarar-se nas eleições presidenciais de 2012. Nesta perspectiva, vai reconstituir-se ao longo deste ano o Pólo Patriótico. Esta poderia ser uma excelente oportunidade para reactivar as lutas sociais e ampliar a influência do bloco bolivariano a novos sectores sociais, ou pelo contrário converter-se numa desculpa organizativa para continuar a dispersar as bases revolucionárias e aumentar o domínio da burocracia em novas esferas. O objectivo declarado parece ser a salvaguarda e renovação da liderança de Chávez, mas este não pode converter-se num fim em si mesmo, sob pena de esvaziar de conteúdo o processo bolivariano.
Tradução: Jorge Vasconcelos (Odiario.Info) Fonte: https://tirem-as-maos-da-venezuela.blogs.sapo.pt/201586.html TRANSFORMAÇÕES - 20Set2020 15:47:08
Cuba entrou no seu 52.º ano após o triunfo da Revolução e as transformações que se estão a operar têm suscitado algumas dúvidas nos espíritos daqueles menos bem informados e que apenas fazem uma análise da situação baseada no que a comunicação social tendenciosamente transmite.
Nem se entende bem que os que antes criticavam por não existir iniciativa privada em Cuba, sejam agora os mesmos que criticam por ela ser permitida e incentivada.
Felizmente que a Revolução Cubana é dinâmica e que o povo, em comunhão com os seus dirigentes, sabe corrigir os erros e encetar a cada momento as experiências que as circunstâncias aconselham, com o supremo objectivo da sua independência e de uma sociedade mais justa e igualitária, ao contrário do que acontece em Portugal.
No momento, uma das principais apostas é a de fomentar a criação de pequenas empresas que pela sua natureza específica não se justifica que continuem a ser tuteladas e pagas pelo Estado, absorvendo capitais que fazem falta noutros sectores, podendo assim, quem o desejar, desenvolver o seu próprio negócio, criando postos de trabalho e contribuindo para a economia do país.
Esta medida, que já há muito vinha sendo reclamada por uma vasta camada da população é das que maior impacto irá ter, já que estão reunidas todas as condições para o livre exercício de algumas profissões no sector dos serviços que antes lhes estava negado.
Também na agricultura e na pecuária, de forma isolada ou através de cooperativas, a produção pode ser substancialmente aumentada, tendo os seus promotores a possibilidade de escoar os produtos para os organismos estatais ou directamente para a população, contribuindo assim para a diminuição das importações de bens alimentares e consequente poupança de divisas.
Mas não se espere que estas transformações ocorram de um dia para o outro e que as dificuldades desapareçam num ápice, porque ainda há muito a fazer e a evoluir para que os resultados apareçam.A discussão das definições estratégicas da política económica e social tem vindo a ser realizada com todo o povo, pois sem a sua cabal aceitação nenhuma medida poderá ter o êxito que se deseja, ao contrário daquilo que os detractores costumam insinuar, porque em Cuba a democracia é participativa e todos têm o direito de livremente exprimirem as suas opiniões e apresentar as suas propostas.
É um facto que o modelo económico que vigora há mais de 50 anos não poderia continuar a ser aplicado na sua plenitude, pelo simples motivo de que os mecanismos da globalização o impedem e os mercados financeiros não estão disponíveis para compensarem os défices governamentais tal como o fazem com outros países.
Mas Cuba vencerá mais esta batalha sem necessitar de renegar os princípios da Revolução e de todos aqueles que deram a vida pela sua soberania.
Fonte: Associação Portuguesa Jose Marti Fonte: https://tirem-as-maos-da-venezuela.blogs.sapo.pt/201214.html São os cubanos que contituem a espinha dorsal da luta contra a cólera no Haiti - 20Set2020 15:47:08
Nina Lakhani* 10 de Janeiro de 2011
Cuba é hoje presença assídua nos media submissos à central imperialista de notícias, onde sempre sobressaem os problemas e nunca são noticiados os méritos, e tantos eles são ao longo das últimas cinco décadas?
São eles os verdadeiros heróis do terrível terramoto no Haiti, a catástrofe humana às portas da América que levou Barack Obama a comprometer-se a aliviar através duma monumental missão humanitária da ONU. Só que estes heróis são de Cuba, o arqui-inimigo da América, cujos médicos e enfermeiros envergonharam os esforços dos EUA. Uma brigada de 1.200 cubanos está a trabalhar em todo o Haiti devastado pelo sismo e infectado pela cólera, integrando a missão médica internacional de Fidel Castro que conquistou muitos amigos para o Estado socialista, mas pouco reconhecimento internacional. Podíamos perdoar aos observadores do sismo do Haiti por pensarem que eram apenas os organismos de ajuda internacional a cuidar da devastação que matou 250.000 pessoas e deixou perto de 1,5 milhão sem casa. De facto, os trabalhadores da saúde cubanos estão no Haiti desde 1998, e por isso, quando o sismo ocorreu, a equipa de 350 entrou imediatamente em acção. E, no meio da fanfarra e da publicidade que rodeou a chegada da ajuda dos EUA e do Reino Unido, chegaram mais umas centenas de médicos, enfermeiros e terapeutas cubanos sem praticamente serem referidos. A maior parte dos países saiu ao fim de dois meses, deixando mais uma vez os cubanos e os Médecins Sans Frontières como principais prestadores de cuidados médicos na empobrecida ilha das Caraíbas. Os números divulgados na semana passada mostram que o pessoal médico cubano, a trabalhar em 40 centros por todo o Haiti, trataram mais de 30.000 doentes de cólera desde Outubro. São o maior contingente estrangeiro, e têm tratado cerca de 40 por cento de todos os doentes de cólera. Um outro grupo de médicos da Brigada Cubana Henry Reeve, uma equipa especializada em desastres e emergências, chegou há pouco quando se tornou evidente que o Haiti estava com dificuldades em lidar com a epidemia que já matou centenas. Desde 1998, Cuba deu formação gratuita a 550 médicos haitianos, na Escuela Latino-americana de Medicina em Cuba (ELAM), uma das iniciativas médicas mais radicais do país. Actualmente estão a ser formados mais 400 nessa mesma escola, que proporciona formação gratuita ? incluindo livros gratuitos e uma pequena soma em dinheiro ? a quem tem qualificação suficiente e não pode pagar os estudos de medicina no seu próprio país. John Kirk é professor de estudos Latino-Americanos na Universidade Dalhousie no Canadá e investiga as equipas médicas internacionais de Cuba, afirmou: «A contribuição de Cuba no Haiti parece ser o maior segredo do mundo. Quase ninguém se lhes refere, apesar de eles estarem a fazer a maior parte do trabalho pesado». Esta tradição remonta a 1960, quando Cuba enviou um grande grupo de médicos para o Chile, atingido por um forte terramoto, seguido por uma equipa de 50 para a Argélia em 1963. Isso aconteceu quatro anos depois da revolução, que viu quase metade dos 7.000 médicos a partir para os EUA. Os médicos itinerantes constituíram um braço extremamente útil da política externa e económica do governo, granjeando-lhe amigos e auxílio em todo o globo. O programa mais conhecido é a Operação Milagre, que começou com os oftalmologistas a tratar pessoas com cataratas nas empobrecidas aldeias venezuelanas em troca de petróleo. Esta iniciativa fez recuperar a vista a 1,8 milhões de pessoas em 35 países, incluindo Mário Teran, o sargento boliviano que matou Che Guevara em 1967. A Brigada Henry Reeve, recusada pelos americanos aquando do Furacão Katrina, foi a primeira equipa a chegar ao Paquistão depois do sismo de 2005, e a última a sair seis meses depois. A constituição de Cuba estabelece a obrigação de ajudar os países em pior situação, sempre que possível, mas a solidariedade internacional não é a única razão, segundo o Professor Kirk. «Permite aos médicos cubanos, que são terrivelmente mal pagos, ganhar dinheiro extra no estrangeiro e aprender sobre doenças e situações que só conhecem por leitura. Também é uma obsessão de Fidel e faz-lhe ganhar votos nas ONU». Um terço dos 75.000 médicos de Cuba, juntamente com mais outros 10.000 trabalhadores da saúde, encontram-se actualmente a trabalhar em 77 países pobres, incluindo El Salvador, Mali e Timor Leste. Mesmo assim, Cuba fica com um médico por cada 220 pessoas, uma das taxas mais altas do mundo, em comparação com um médico para 370 em Inglaterra. Sempre que são convidados, os cubanos põem em prática o seu modelo doutrinário virado para a prevenção, visitando as famílias nas suas casas, vigiando proactivamente os cuidados maternais e infantis. Isto produziu «resultados espantosos» em regiões de El Salvador, Honduras e Guatemala, fazendo baixar as taxas de mortalidade infantil e materna, reduzindo as doenças infecciosas e deixando os trabalhadores locais de saúde mais bem treinados, segundo o estudo do Professor Kirk. A formação médica em Cuba dura seis anos ? mais um ano do que no Reino Unido ? após o que cada finalista trabalha no mínimo como médico de família durante três anos. Trabalhando em conjunto com uma enfermeira, o médico de família cuida de 150 a 200 famílias na comunidade em que vivem. Este modelo ajudou Cuba a alcançar algumas das melhorias de saúde mais cobiçadas do mundo, apesar de gastar apenas 400 dólares (£260) por pessoa no ano passado, em comparação com 3.000 dólares (£1,950) no Reino Unido e 7.500 dólares (£4,900) nos EUA, segundo os números da Organização para a Cooperação Económica e Desenvolvimento. A taxa de mortalidade infantil, um dos indicadores mais fiáveis dos cuidados de saúde dum país, é de 4,8 por cada 1.000 nascimentos vivos ? comparável com a da Grã-Bretanha e mais baixa do que a dos EUA. Só 5 por cento dos bebés nascem com peso baixo, um factor crucial para a saúde a longo prazo, e a mortalidade materna é a mais baixa da América Latina, segundo mostram os números da Organização Mundial da Saúde. As policlínicas de Cuba, abertas 24 horas por dia para emergências e cuidados especializados, são o nível seguinte para os médicos de família. Cada uma delas cuida entre 15 a 35 mil pacientes através de um grupo de médicos de consultas a tempo inteiro e de médicos visitantes, assegurando que a maior parte dos cuidados médicos é prestado na comunidade. Imti Choonara, um pediatra de Derby, chefia uma delegação de profissionais de saúde internacionais em seminários anuais na terceira cidade de Cuba, Camaguey. «Os cuidados de saúde em Cuba são fenomenais e a chave é o médico de família, que é muito mais pró-activo, e cuja preocupação principal é a prevenção? O que é uma ironia é que, depois da revolução, os cubanos vieram ao Reino Unido para ver como funcionava o SNS. Levaram o que viram, refinaram-no e melhoraram-no; em contrapartida nós estamos a aproximar-nos do modelo dos EUA?, disse o Professor Choonara. Inevitavelmente, a política invade muitos aspectos dos cuidados de saúde cubanos. Todos os anos os hospitais elaboram uma lista de drogas e de equipamentos a que não conseguiram aceder por causa do embargo americano que impede muitas das companhias americanas de negociar com Cuba e convence outros países a fazer o mesmo. O relatório de 2009/2010 inclui drogas para o cancro infantil, para a SIDA e para a artrite, alguns anestésicos, assim como produtos químicos necessários para diagnosticar infecções e conservar órgãos. As farmácias em Cuba caracterizam-se por longas filas e por prateleiras escassamente fornecidas, embora isso em parte aconteça porque apenas armazenam produtos genéricos. Antonio Fernandez, do Ministério de Saúde Pública, afirma: «Fabricamos 80 por cento das drogas que utilizamos. O resto importamos da China, dos antigos países soviéticos, da Europa ? de quem nos quiser vender ? mas isso torna-se muito caro por causa das distâncias». Ao todo, os cubanos sentem-se imensamente orgulhosos e apoiam a sua contribuição no Haiti e noutros países pobres, satisfeitos por competirem em desvantagem na cena internacional. Mas há pessoas que se queixam de esperas maiores para irem aos seus médicos por haver tantos a trabalhar no estrangeiro. E, tal como todos os artigos em Cuba, há medicamentos disponíveis no mercado negro para os que estão dispostos a incorrer em grandes multas se forem apanhados a comprar ou a vender. As viagens internacionais estão fora de questão para a maioria dos cubanos, mas as enfermeiras e médicos qualificados encontram-se entre os que estão proibidos de sair do país durante cinco anos após a sua formação, a não ser que façam parte duma equipa médica oficial. Tal como toda a gente, os profissionais da saúde ganham salários baixos de cerca de 20 dólares (£13) por mês. Portanto, em contravenção com os contratos oficiais, existe o suborno no sistema hospitalar, o que significa que alguns médicos, e até mesmo alguns hospitais, não estão disponíveis a não ser que os pacientes ofereçam mais qualquer coisa, um almoço ou alguns pesos, para terem tratamento preferencial. Os empreendimentos internacionais de Cuba nos cuidados de saúde têm vindo a tornar-se cada vez mais estratégicos. No mês passado, entidades oficiais estabeleceram conversações com o Brasil no sentido de melhorarem a saúde pública do Haiti, projecto que tanto o Brasil como a Venezuela se comprometeram a ajudar a financiar. A formação médica é outro exemplo. Há actualmente 8.281 estudantes de mais de 30 países matriculados em ELAM, que no mês passado celebrou o seu 11º aniversário. O governo espera inculcar um sentido de responsabilidade social nos estudantes na esperança de que eles trabalhem nas suas pobres comunidades pelo menos durante cinco anos, Damien Joel Suarez, de 27 anos, aluno do segundo ano de Nova Jersey, é um dos 171 estudantes americanos; já se formaram 47. Rejeita as acusações de que ELAM faz parte da máquina de propaganda de Cuba. «Claro, aqui Che é um herói, mas ninguém nos obriga a adorá-lo». Há mais 49.000 estudantes alistados no El Nuevo Programa de Formacion de Medicos Latino-americanos, a criação original de Fidel Castro e Hugo Chávez, que em 2005 se comprometeram a formar 100.000 médicos para o continente. O curso é muito mais do tipo prático, e os críticos questionam a qualidade da formação. O Professor Kirk discorda: «A abordagem de alta tecnologia na saúde, necessária em Londres e em Toronto, é irrelevante para milhões de pessoas do Terceiro Mundo que vivem na pobreza. É fácil pôr-se de lado e criticar a qualidade mas, se vivermos num sítio sem médicos, ficamos felizes se arranjarmos alguém». Há nove milhões de haitianos que provavelmente concordam com ele. Publicado em The Independent, 26 de Dezembro de 2010.
Tradução de Margarida Ferreira
Traduzido e publicado pelos amigos de ODiario.info Fonte: https://tirem-as-maos-da-venezuela.blogs.sapo.pt/200822.html Revolução Bolivariana não deixará desamparados os afectados pelas chuvas - 20Set2020 15:47:08
O Executivo Nacional garante que nenhuma pessoa que tenha sido afectada pelas fortes chuvas que atingiram todo o território nacional, ficará desamparada, pois todas receberão a ajuda necessária por parte da Revolução Bolivariana. Assim o informou nesta terça-feira o presidente da República, Hugo Chávez Frías, desde o Forte Tiuna, em Caracas, onde visitou o refúgio instalado no Batalhão Simón Bolívar para albergar 3.990 pessoas que foram afectadas pelas precipitações. ?Faço um apelo à consciência de todos os venezuelanos. Coloquemos em primeiro lugar a boa vontade para cooperar com soluções para todos. Este Governo não desamparará absolutamente a ninguém, nenhum necessitado, nenhuma necessitada. Aqui há um Governo e um povo?, afirmou.
Exortou os refugiados a consolidar a organização de conselhos populares para a atenção social de todos aqueles que se encontram nos albergues. Também propôs incluir os danificados nas instalações de fábricas socialistas. "Vocês podem capacitar-se para ser trabalhadores dessas fábricas. Podem receber um emprego para que não fiquem sem nada, desamparados", disse a um dos refugiados no Forte Tiuna. Ao mesmo tempo, o presidente Chávez manifestou que Forte Tiuna será convertido numa grande cidade, onde se fará um complexo habitacional digno para as famílias danificadas pelas recentes chuvas caídas nos últimos dias. ?Tudo isto será uma grande cidade. Forte Tiuna é hoje um grande refúgio bolivariano, um refúgio socialista?, comentou. O Presidente manifestou que os pobres na Venezuela devem habitar em casas dignas, pelo que o Governo Bolivariano faz os esforços pertinentes para a construção de obras de envergadura para a dignificação destas pessoas.
Desalojados para o Palácio Branco Informou também que um novo grupo de desalojados será alojado no Palácio Branco, situado em frente a Miraflores, em Caracas, onde receberão cuidados enquanto não são realojados nas suas novas habitações. Assinalou que no decurso da semana se espera que cheguem a este espaços outras famílias, para além das 26 que já se encontram alojadas no Palácio de Miraflores [residência oficial do presidente venezuelano]. ?Em Miraflores já estão 26 famílias e vão chegar mais esta semana. No Palácio Branco mandei desalojar dois andares para as receber. Repito, se tiverem de ficar um ou dois anos é isso que irá acontecer. Aqui (nos refúgios) não lhes vai faltar nada?, manifestou. Reiterou que nos albergues ?ninguém está preso?, portanto, as pessoas podem sair para realizarem as suas actividades diárias. Ofereceu todo o apoio para o transporte daquelas pessoas que tenham família no interior do país e desejem visitá-las durante a época natalícia.
Aulas suspensas em Estados afectados pelas chuvas Para atender com maior eficiência a emergência causada pelas chuvas, o presidente Chávez anunciou a suspensão das aulas até o mês de Janeiro nas 11 entidades com mais afectadas. ?As aulas estão suspensas em Vargas, Yaracuy, Carabobo, Sucre, Miranda, Anzoátegui, Trujillo, Falcón, Zulia, Nueva Esparta e no Distrito Capital?, disse. Chávez comentou que se tomou essa decisão ?para poder utilizar as escolas e todos os voluntários e as pessoas que prestam cuidados aos necessitados?. Inicialmente, o Mandatário Nacional tinha aprovado a suspensão temporária das actividades escolares nos Estados já mencionados desde a passada quarta-feira até dia 6 de Dezembro e agora isso foi estendido até ao mês de Janeiro. A suspensão das aulas também tem como objectivo ajudar o descongestionamento do trânsito e permitir que equipas de resgate e de ajuda se desloquem com maior segurança nos Estados afectados pelas chuvas.
Subsídio natalício a partir de sábado Neste sábado começará a ser entrego o subsídio que foi aprovado pelo Presidente da República, Hugo Chávez Frías, para ajudar as pessoas que foram afectadas pelos torrenciais aguaceiros que atingiram 12 Estados do país. O Mandatário Nacional esclareceu que este pagamento especial será equivalente a um mês de salário mínimo e será entregue a todas as famílias afectadas pelas chuvas. ?No sábado vamos começar a pagar o subsídio natalício. Cada família refugiada vai receber um subsídio equivalente ao salário mínimo (1224 bolívares [215 euros]). Esse dinheiro sai das reservas monetárias nacionais que não estão guardadas em nenhum banco no estrangeiro mas sim aqui, e vamos usá-las para estas coisas?, sublinhou.
Esquemas judiciais Por outro lado, o Governo Nacional investigará os esquemas judiciais que alguns bancos privados aplicam e que não permitem aos proprietários ocupar os seus apartamentos em complexos habitacionais, os quais foram objecto de medidas especiais para proteger os afectados. ?Se o apartamento está pronto que o ocupem já. Eu respondo por isso. Que me metam na prisão a mim, que prendam o Chávez. Mas não nos podemos deixar enredar?, destacou Chávez perante a denúncia de Nohelia Arocha, afectada pelo conjunto residencial Valparaíso, em San Diego de Carabobo. Nohelia Arocha, também integrante da coordenação nacional da sala situacional em representação dos afectados por construtoras de habitações, denunciou que existem esquemas legais por parte dos bancos privados que lhes dificultam passar a habitar os seus apartamentos. ?Quando nós demos a entrada para esse apartamento, ele já estava pronto. Mas estamos à espera, porque o nosso caso é que há uma trama jurídica por parte da banca privada. E por isso fazemos um apelo. A banca tem muita relação com todas estas etapas?, disse Arocha. Chávez distribuiu instruções ao Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin) e à Direcção de Inteligência Nacional (DIM) para que investiguem os nomes dos bancos privados envolvidos nestes casos e para detectarem os procedimentos legais que estão a dificultar a entrega dos apartamentos aos seus proprietários. ?Peço-vos que denunciem tudo, que nós vamos proteger-vos. Há que retirar todo o lixo, se existe algum funcionário a proteger os interesses da banca privada teremos de o tratar como aldrabão. Há que o denunciar?, afirmou. O conjunto residencial Valparaíso, situado no município San Diego, Estado de Carabobo, faz parte das 19 urbanizações às quais foram aplicadas medidas especiais para proteger os seus proprietários. A medida estabelece a proibição da venda das vivendas a outras pessoas, ocupação temporária das sedes administrativas das empresas e multas a elas mesmas. ?Se esses apartamentos estão prontos, são de vocês, não podemos estar enredados em litigações. Todas as famílias que estavam endividadas, cujas casas e apartamentos já assinaram e que foram concluídos, que vão ocupá-los a partir de hoje?, manifestou.
Entrega de casas O Chefe de Estado acrescentou ainda que 305 casas, compradas pelo Governo Nacional a construtoras privadas, serão entregues aos prejudicados pelas chuvas nos Vales de Tuy e no Morro de Petare, estado Miranda. Disse que 185 destas casas pertencem à urbanização El Palmar, situada nos Vales de Tuy, estado Miranda, e serão entregues neste fim-de-semana, enquanto 120 apartamentos do Morro de Petare serão adjudicados neste sábado. Oriana Rodríguez, directora do Ministério do Poder Popular para a Habitação, numa ligação via satélite ao complexo habitacional El Palmar, explicou que estas casas estão mobiladas com produtos do programa "Tu Casa Bien Equipada" e constam de dois quartos, duas casas-de-banho e uma sala de jantar. Entretanto, Elizabeth Mingueli, integrante do conselho comunal socialista revolucionário El Palmar II Etapa, indicou: ?Queremos dar as boas-vindas a estas pessoas com muito afecto, que saibam que os esperamos com o nosso amor do coração e com a nossa solidariedade?. Assinalou que as pessoas afectadas poderão contar à sua chegada ao complexo habitacional com comida, roupa e sapatos que foram doados pelos integrantes do conselho comunal. Sobre este caso particular, o Presidente concluiu: ?A revolução socialista está a converter o povo em proprietários, que não fique uma só pessoa em situação de risco?. Por seu lado, o vice-presidente da República, Elías Jaua, anunciou a entrega formal de 45 casas a famílias endividadas pelas imobiliárias, na urbanização Ciudad Montemayor, do Estado Carabobo. Neste sentido, Jaua indicou que com esta acção se chega às 554 casas entregues até à data. Comentou que a entrega destes imóveis está acompanhada com o outorgamento de financiamento para a remodelação e equipamento dos mesmos. Também anunciou a entrega de casas a famílias do Distrito Capital, Falcón, Miranda, Yaracuy e Carabobo, para um total de 212 créditos. A esse respeito, o presidente Hugo Chávez sublinhou que o Governo Bolivariano não se desligou desse assunto apesar da emergência por causa das chuvas. ?O Banco Bicentenário entregará 212 créditos às famílias, para a remodelação e aquisição de bens para a sua habitação. No total serão entregues 6 milhões de bolívares [1 milhão de euros]?. Nesse sentido, o Chefe de Estado indicou que os mencionados créditos terão uma taxa de juro de 5% e um período de seis meses até um ano de carência. Por seu lado, o Ministro do Poder Popular para o Comércio, Richard Canán, explicou que a urbanização Montemayor está composta por um total de 880 casas. ?Os construtores só construíram 176 casas e estas tinham um preço inicial de 150 mil bolívares [26 mil euros], mas eles pretendiam cobrar um Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do dobro?, disse o titular do Comércio.
Construirão casas em Antímano O presidente Chávez anunciou a construção de 296 casas no populoso sector caraquenho de Antímano, onde centenas de pessoas foram afectadas pelas chuvas dos últimos dias. O Chefe de Estado explicou que as soluções habitacionais serão construídas num espaço de 1,5 hectares, o qual anteriormente era uma "sucata" e foi expropriado para benefício da comunidade. A Presidência do município Libertador está a cargo da supervisão da obra e os recursos formam parte dos 2 985 milhões de bolívares [524 milhões de euros] aprovados pelo Mandatário Nacional há dias atrás para a construção de 12 700 casas em distintos lugares do país. Pouco tempo antes, o vice-presidente executivo, Elías Jaua, tinha informado que, no total, construirão umas 22 mil casas nos próximos 18 meses para alojar a milhares de famílias que ficaram desalojadas depois das intensas precipitações que caíram em todo o país.
Texto retirado de AVN. Fonte: https://tirem-as-maos-da-venezuela.blogs.sapo.pt/200607.html Camponeses mobilizaram-se contra o imperialismo e a burocracia - 20Set2020 15:47:08
A Frente Nacional de Camponeses Ezequiel Zamora protagonizou neste quinta-feira (25) uma mobilização de repúdio pelas acções imperialistas sobre a América Latina e contra os planos de magnicídio orquestrados por factores da ultra-direita nacional e internacional apontados ao presidente da República, Hugo Chávez.
Notícia retirada da Aporrea. Fonte: https://tirem-as-maos-da-venezuela.blogs.sapo.pt/200306.html COMUNICADO DE PRENSA - Sobre os Presos Políticos na Colômbia - 20Set2020 15:47:08
COMUNICADO DE PRENSA
Troca Humanitária já!
Fonte: Rede Internacional de Solidariedade com os Presos Políticos da Colômbia Fonte: https://tirem-as-maos-da-venezuela.blogs.sapo.pt/200084.html Trabajadores de la empresa SIDETUR planta Lara apoyan la medida del gobierno nacional - 20Set2020 15:47:08
Viva o Controlo Operário!
Fonte: Televisora Comunal LaraTve Fonte: https://tirem-as-maos-da-venezuela.blogs.sapo.pt/199805.html Solidariedade portuguesa com o processo revolucionário venezuelano - 20Set2020 15:47:08
Comunicado de Solidariedade da responsabilidade das organizações promotoras do Ciclo " Venezuela: transformando desde as bases" que se realizou em Almada nos dias 23, 24 e 25 de Setembro de 2010
A Cooperativa Mó de Vida e o Colectivo ?Tirem as mãos da Venezuela? organizaram nos dias 23, 24 e 25 de Setembro, em Almada, um evento de solidariedade com o processo revolucionário venezuelano, inserido nas jornadas mundiais de solidariedade com a revolução bolivariana da rede internacional ?Manos Fuera de Venezuela?.
As organizações promotoras deste ciclo manifestam a sua mais profunda solidariedade com as bases populares e trabalhadoras da Venezuela, no sentido do prosseguir da luta que leve ao aprofundamento do processo revolucionário que, de uma vez por todas, derrote um sistema baseado na exploração, na standarização, no aumento das desigualdades e acima de tudo na hipocrisia dos que detêm o capital.
Contra os imperialismos e a ingerência externa na Venezuela, de Portugal recebam um abraço solidário do tamanho do oceano que nos separa.
Pátria, socialismo ou morte, Venceremos!
Almada, 25 de Setembro de 2010. Fonte: https://tirem-as-maos-da-venezuela.blogs.sapo.pt/199274.html Homenaje a Alí Primera desde la plaza El Venezolano - 20Set2020 15:47:08
Nota: A nossa homenagem ao Cantor do Povo Venezuelano, Alí Primera.
Vários movimentos sociais e culturais organizaram um concerto na praça El Venezolano em Caracas (Venezuela), para render uma homenagem aocantautor venezuelano Ali Primera pelo seu aniverário número 68. O público poden desfrutar de canções, recitais, peças teatrais, entre outros eventos que honraram o artista que escreveu tantas canções que nos identifica como povo.
Video feito pela televisão comunitária e alternativa do bairro de Cátia (Caracas), Catiatve Fonte: Catiatve Fonte: https://tirem-as-maos-da-venezuela.blogs.sapo.pt/199677.html Desnutrição infantil foi reduzida na Venezuela - 20Set2020 15:47:08
A desnutrição infantil foi reduzida 58% com a Revolução Bolivariana
Fonte: https://tirem-as-maos-da-venezuela.blogs.sapo.pt/199051.html Venezuela: ganhamos a maioria na Assembleia Nacional, mas a direita se fortalece - 20Set2020 15:47:08
Retirado de Esquerda Marxista. Fonte: https://tirem-as-maos-da-venezuela.blogs.sapo.pt/198594.html Aumentou o investimento na vacinação com a Revolução Bolivariana - 20Set2020 15:47:08
Entrevistam um membro do Tirem as Mãos da Venezuela para o Canal venezuelano Venezolana de Televisión (VTV)) - 20Set2020 15:47:08
¿No puedes ver el video? Fonte: https://tirem-as-maos-da-venezuela.blogs.sapo.pt/198087.html Pérolas - 20Set2020 15:47:08
O ex embaixador norte-americano ante a ONU, John Bolton, diz: ?A democracia nem sempre é a resposta?. Num país de guerras, colonialismo, torturas e perseguições políticas, saiu lhe a boca para a verdade.
O presidente peruano Alan García esbofeteu um jovem que lhe gritou ?corrupto?. Mais uma democracia mande in USA. Se falas a verdade levas uma bofetada.
O famoso realizador norte-americano Oliver Stone diz: ?dá me asco aonde as imobiliárias, advogados e bancos levaram os EUA?. Stone é um daqueles homens do mundo, cuja solidariedade com os povos oprimidos está bem presente nos seus filmes.
Mais nacionalizações na Venezuela
O governo da Venezuela nacionalizou mais 3 empresas: uma empresa de lubrificantes e químicos (Venoco), uma fabricante de fertilizantes e pesticidas, agrotóxicos, (Agroisleña) e a empresa de fertilizantes nitrogenados (Fertinitro). O objectivo é lograr a soberania agro-alimentar na produção de fertilizantes, sementes e créditos. No caso da expropriação da Agroisleña também se procurou combater os crimes ambientais e os transgénicos desta empresa associada da multinacional Monsanto. No mesmo sentido está a construção de uma fábrica estatal de tractores e camiões no estado Barinas, Venezuela.
"Plan de los 100 Días? deixa resultados positivos na empresa estatal emControlo Operário, CVG Bauxilum. Estudiantes de Medicina Integral Comunitaria rindieron tributo al ?Che? Guevara.
Documento do PSUV: Aporte de la Comisión de Soberanía Agroalimentaria al Programa del Partido Socialista Unido de Venezuela. PCV: O Polo Patriótico é uma necessidade vital para o avanço da Revolução venezuelana.
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Mais notícias:
Detenido en España ex escolta de Carlos Andrés Pérez solicitado por Interpol Venezuela Fonte: https://tirem-as-maos-da-venezuela.blogs.sapo.pt/197804.html Correa e o Golpe - 20Set2020 15:47:08
Luís Rocha Ainda estavam frescas as eleições parlamentares da Venezuela, a Greve Geral no Estado Espanhol e as manifs por toda a Europa, incluindo em Portugal ? e um sentimento geral que nós podemos fazer melhor que isto ? e eis que surge a notícia de Golpe de Estado no Equador. Foi uma sensação que fazia lembrar aquele pacote de austeridade do Sócrates a cair nas nossas cabeças mal chegamos a casa das manifs de 29 de Set em Lisboa e no Porto (onde o ambiente pareceu ainda muito murcho, apesar de já abundarem exasperantes apelos à Greve Geral). O Golpe de Estado no Equador foi verdadeiramente surreal. E têm razão aqueles que na esquerda sem menosprezar a gravidade do evento o tratam apenas como ?revolta?. Explico me: este episódio pode ser apenas um ensaio para um verdadeiro Golpe de Estado, caso Correa não rectifique os erros clamorosos que anda a cometer. Porque que me pareceu surreal o Golpe? Por vários motivos, o episódio incluiu a visita do presidente Correa a uns polícias amotinados por causa reivindicações laborais (segundo consta), sem que se tivesse falado em deposição do presidente ou últimtum como é habitual nos verdadeiros Golpes de Estado (onde estava a toma de poder? Onde estava a junta de governo provisória e sobretudo onde estavam os generais?), e o apoio ao motim policial da parte de um partido de esquerda o MPD que até à pouco era da base do governo e votou em Correa nas presidenciais (o MPD é uma frente político-eleitoral do maior partido comunista do Equador de linha estalinista-hoxxista, para quem não saiba estalinismo albanês) sem dúvida perigoso e irresponsável, mas não é a primeira vez que Correa entra em conflito com aqueles que o elegeram. O MPD ? que domina os principais sindicatos do país - fala em como Correa aprovou leis neoliberais que retiram direitos aos trabalhadores do sector público e que apontam para o despedimento 225 mil funcionários. Algo de verdade deve haver nestas denúncias tal como algo de verdade houve certamente no conflito anterior entre o movimento camponês indígena e o governo de Correa a propósito de terras indígenas demarcadas e o interesse de certas empresas de mineração. O movimento camponês e indígena foi ainda mais crucial que os sindicatos do MPD para a chegada de Correa ao poder. http://www.mpd15.org.ec/boletines1.php#ma42 Entre as atitudes irresponsáveis que aproveitam à direita golpista do MPD e o ouvido duro de Correa perante as reivindicações dos sindicatos e movimentos sociais que são a sua base de apoio social e político ?eleitoral faz se um caldo ideal para ser servido aos golpistas de direita que com o apoio dos EUA (a CIA eo Pentágono) mal podem esperar por colocar o Equador de novo na órbita da vizinha Colômbia uribista e latifundista, com a reconstrução da Base norte-americana de Manta que vem por acréscimo. Ou seja o perigo de Golpe de Estado no Equador é verdadeiro e muito real, sobretudo porque Correa está constantemente a dar tiros no pé ao governar escandalosamente contra as suas bases sociais e os partidos de esquerda que são seus naturais aliados. Eu creio que Correa queria fazer como Lula, o progressismo ficava reservado para a política externa e o neoliberalismo continuaria internamente mais por inércia do que pela sua acção. O que Correa parece não perceber é que ele não domina os movimentos sindicais e camponês tal como Lula conseguiu de alguma forma fazer com a CUT e o MST (este último menos), na realidade os movimentos sociais do Equador mostram uma independência e combatividade que obrigam Correa a negociar, mas ele segue uma política autista que não parece ouvi-los. Neste último episódio Correa foi mexer com direitos laborais da polícia e do exército, de tal maneira que esta revolta ? o tal Golpe de Estado ? foi da autoria de sectores intermédios da polícia e não houve generais, pelo menos a dar a cara. A questão permanece se Correa não governa minimamente para as suas bases, governa para quem? Se Correa não rectifica esta cegueira e atitude suicida, na próxima tenetativa o Golpe de Estado poderá ser mesmo consumado, com consequências tão graves como nas Honduras. Post scriptum: Que nos sirva de lição, as agendas dos partidos de esquerda não tem valor algum quando se desligam dos movimentos sociais. Dia 24 de Novembro todos à Greve Geral em Portugal! Até que enfim! E isto é bem mais importante que mil eleições presidenciais... Fonte: https://tirem-as-maos-da-venezuela.blogs.sapo.pt/197586.html Chávez pede aos EUA para não meterem as suas mãos imperiais na América Latina - 20Set2020 15:47:08
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, instou hoje o governo dos Estados Unidos a não meter as ?suas velhas mãos imperiais? na América Latina. ?Devemos exigir ao governo dos Estados Unidos que não continue a manter as suas velhas mãos imperiais neste continente?, afirmou Chávez em Buenos Aires, Argentina, onde participou na reunião da União de Nações Sul-americanas (Unasur) convocada de urgência por causa da sublevação de forças policiais no Equador. O presidente venezuelano advertiu que os Estados Unidos actuam ?financiando com milhões e milhões de dólares, movimentos da extrema direita, muitos dos quais andam a conspirar para desestabilizar os governos dos países da aliança bolivariana?.
?Sobretudo -continuou- nos países cujos governos, absolutamente legítimos e democráticos, levantaram a bandeira da revolução socialista em democracia?.
O mandatário da Bolivia, Evo Morales, coincidiu com o seu par venezuelano. O mandatario boliviano sublinhou nesse sentido que ?as Honduras foram uma mensagem para a América Latina?. ?Lamento muito que os que dizem que são grandes defensores da democracia são os que conduzem, impulsionam ditaduras militares?, assinalou. ?Os presidentes da América do Sul são os grandes defensores da democracia. Ainda há alguns grupos retrógrados na América Latina que pensam que com um golpe de Estado se podem resolver os problemas ou as diferenças políticas e programáticas?.
Texto retirado de CubaDebate. Fonte: https://tirem-as-maos-da-venezuela.blogs.sapo.pt/197301.html O «caso» Franklin Brito - 20Set2020 15:47:08
Franklin Brito, biólogo e agricultor venezuelano, faleceu há poucos dias como consequência de sucessivas greves de fome contra uma alegada expropriação de terras por parte do governo bolivariano. Era o «caso» que fazia falta à oposição fascistóide e à reacção internacional para apontar as suas armas de propaganda negra contra Hugo Chávez, misturando verdades com mentiras e meias verdades, que são as falsificações mais perigosas. Para além de registar como lamentável este acontecimento, convém pôr a verdade, nua e crua, sobre a mesa.
Brito nunca foi alvo de nenhum tipo de expropriação ou confiscação de terras. Antes pelo contrário. De facto, foi o governo bolivariano que, logo em 1999, lhe entregou formalmente a titularidade definitiva sobre 290 hectares, na herdade La Yguaraya, no estado Bolívar, no Sul do país. Estas terras estavam ocupadas pelo agricultor, mesmo sem ter o respectivo título de propriedade. Isto deveria ter solucionado a questão. Não foi assim. Em 2003, Brito denunciou que parte das terras se sobrepunha sobre as de outros vizinhos, que, por certo, estavam na zona antes do denunciante. Em Novembro do mesmo ano, uma comissão técnica confirma que não existe tal sobreposição. Dois anos mais tarde é-lhe ratificada a propriedade da herdade e confirmado que não há sobreposição de terras. Entretanto, o agricultor convoca uma conferência de imprensa e decide cortar um dedo, na presença dos meios de comunicação. Em 2006, Brito volta a insistir na sua denúncia legal e, uma vez mais, o Estado responde que não há sobreposição. No ano seguinte, nova resposta do tribunal no mesmo sentido. Em 2008, face a nova greve de fome de Brito, que põe a sua vida em perigo, é decidido abrir novo acesso à herdade para evitar litígios com os vizinhos. É-lhe melhorada a vedação e a canalização das águas. O governo vai mais longe. Entrega-lhe um tractor, desfloresta 40 hectares, conserta um veículo e doa alfaias agrícolas, entre outras benesses. Tudo sem custos. Em 2009, o Instituto de Terras, em prejuízo dos ocupantes anteriores, revoga as cartas agrárias outorgadas a vários vizinhos de Franklin Brito e traça novos limites dos lotes adjacentes. A resposta, alentada pela oposição anti-chavista, em Dezembro desse ano, é nova greve de fome, agora em frente da sede da OEA. A reacção empurra-o para a morte.
Manipulação mediática com a vida alheia
Em Janeiro de 2010, como medida de amparo para protegê-lo, o Ministério Público ordena a sua hospitalização. Antes da sua entrada no Hospital Militar, passa por uma clínica privada. Sempre sob a supervisão da Cruz Vermelha Venezuelana e com o acompanhamento da família, que foi constantemente informada sobre a situação clínica do doente. Vejamos o que diz Alfredo Missair, coordenador residente das Nações Unidas: «Nunca vi um Estado tão preocupado com a defesa dos direitos de um só homem como tem sido com o caso de Franklin Brito». Por outro lado, o secretário-geral da Cruz Vermelha Venezuelana, Hernán Bongioanni, declarou que o agricultor foi atendido várias vezes pela instituição e, até ao momento da sua morte, foi-lhe prestada ajuda médica cumprindo com os protocolos correspondentes ao caso. Além da CVV e da ONU, também a OEA, a Meia Lua Vermelha Internacional, a Organização Pan-Americana da Saúde e a OMS acompanharam o caso e opinaram que as decisões tomadas pelo governo bolivariano para proteger a saúde de Brito foram as melhores. Desde o primeiro momento ficou claro que a oposição anti-chavista aproveitaria este caso da forma mais grosseira possível, especialmente se esse aproveitamento levasse à morte de Franklin Brito. Elías Jaua, VP do governo, denunciou oportunamente que estava «desatada uma campanha, tanto nacional como internacional» para «levar Brito à morte e apresentá-lo como um caso de violação dos direitos humanos por parte do Estado Venezuelano». Assim foi como apareceu este caso nos principais meios de comunicação de todo o mundo, que escamotearam igualmente as declarações de Missair no sentido de que o governo lhe «deu facilidades e liberdade para fazer qualquer tipo de perguntas (a Brito)» e que o Estado «está a utilizar todos os meios tecnológicos que tem para respeitar a vida do senhor Brito, e está velando para que ele se mantenha da melhor maneira e que a sua vida não corra perigo».
Texto de Pedro Campos publicado no jornal Avante! a 23 de Setembro de 2010. Fonte: https://tirem-as-maos-da-venezuela.blogs.sapo.pt/196346.html Venezuela, importante vitória - 20Set2020 15:47:08
As eleições legislativas de 26 de Setembro na Venezuela tiveram um vencedor claro. A aliança revolucionária constituída pelo PSUV, PCV e outras organizações aliadas conquistou a maioria absoluta dos assentos parlamentares (98 em 165). Um resultado que corresponde ao maior número de votos conquistado pelo campo bolivariano tanto no plano nacional como na maioria dos estados (18 de 24) e círculos eleitorais (56 de 87) do país. Uma importante vitória da Revolução Bolivariana que a abominável campanha de intoxicação mediática que se ergue em torno da Venezuela pretende apresentar como um triunfo da «oposição chavista», aclamando o seu «regresso» ao Parlamento. Manobra de inversão da realidade que finge ignorar que as principais forças que compõem a coligação «democrática» oposicionista ? saco de gatos onde cabe quase tudo, da extrema-direita e todas as colorações da direita venezuelana ao esquerdismo mais pequenino e radical, passando pela desacreditada social-democracia de linhagem e os destroços das sucessivas vagas oportunistas da «esquerda renovadora» ? não participou nas anteriores eleições parlamentares por opção própria, naquela que constituiu uma tentativa desesperada para deslegitimar o processo iniciado em 1998, depois de esgotados os cartuchos do golpe de Estado e da assassina desestabilização patronal do vital sector petrolífero, em 2002-03
É certo que o ambicioso objectivo de uma maioria de 2/3 não foi alcançado. Tão pouco pode ser subestimada a tendência relativa de progressão eleitoral demonstrada pelas forças da reacção nos últimos 3-4 anos, para a qual contribuem factores de índole diversa. Tais factos não retiram porém significado a esta nova vitória da unidade popular e do «povo trabalhador», como o expressam os comunistas venezuelanos na nota divulgada pelo PCV no dia 27. Ao fim de quase 12 anos de Governo bolivariano sob a liderança do presidente Hugo Chávez é notável a capacidade de resistência demonstrada por um processo que ousou afrontar o domínio da grande burguesia e do imperialismo. Isto num quadro de radicalização da luta de classes no país e permanente decantação de forças (em que partidos como o Podemos e o PPT, que representavam perto de 12 por cento do espectro eleitoral em 2006, abandonaram o campo bolivariano). Quadro aliás inseparável dos efeitos da maior crise sistémica do capitalismo sentidos na pátria de Bolívar. Para não falar das incessantes campanhas subversivas de uma burguesia desapossada do governo mas poderosa economicamente e directamente vinculada à agenda imperialista dos EUA e da UE.
Acima de tudo, a presente vitória abre condições para prosseguir o caminho de fortalecimento da Revolução Bolivariana O processo transformador que saiu das entranhas de uma Venezuela riquíssima mas assoberbada pelas mazelas e decadência extremas da exploração capitalista constitui hoje um laboratório social ímpar. Ali a exigente e complexa luta pela construção da soberania e independência nacionais e a consequente necessidade de afirmação da natureza anti-imperialista da revolução bolivariana evoluiu rapidamente para um processo de emancipação com crescentes elementos anti-capitalistas e a assunção do objectivo da transição ao socialismo que move milhões de homens e mulheres. Interesses e perspectivas irreconciliáveis confrontam-se nas batalhas épicas entre a construção do Novo e a persistência do Velho travadas hoje em terras venezuelanas. O seu desfecho está em aberto. Com a certeza de que o imperialismo tudo tentará fazer para derrotar aquela experiência também marcante para a emancipação latino-americana e dos povos do Sul em geral.
Texto de Luís Carapinha publicado no jornal Avante! de 30 de Setembro de 2010. Fonte: https://tirem-as-maos-da-venezuela.blogs.sapo.pt/196946.html Venezuela: Resutados eleitorais das Legislativas 2010 - 20Set2020 15:47:08
Foi emitdo um primeiro boletim da Comissão Nacional de Eleições que apresenta os primeiros resultados das eleições para Assembleia Nacional.
A taxa de participação foi de 66, 45%.
Os 165 deputados do parlamento venezuelano estarão divididos da seguinte forma:
Faltam ainda apurar lugares.
Estes primeiros resultados podem ser consultados no sítio da CNE.
O PSUV tem assim a maioria absoluta dos deputados eleitos. Não conseguiu alcançar o objectivo da maioria qualificada de dois terços. Fonte: https://tirem-as-maos-da-venezuela.blogs.sapo.pt/196627.html Hoje é dia de eleições na Venezuela - 20Set2020 15:47:08
Uma amostra de um dos boletins de voto que os venezuelanos terão ao seu dispor nas eleições de hoje para a Assembleia Nacional . Neste caso é o boletim da circunscrição 2 (23 de Enero - Município Bolivariano Libertador) do Distrito Capital. Cada eleitor emite dois votos. Um para os círculos uninominais e outro nas listas dos partidos. Aqui, as listas têm 6 nomes. É nesta freguesia que vota o cidadão Hugo Chávez.
Há alguns candidatos da circunscrição que são apoiados por mais de que um partido, e há partidos que apoiam mais do que um candidato. Por exemplo, Robert Serra é apoiado pelo PSUV, PCV, Tupamaro, UPV e IPC, enquanto que António Ecarri é apoiado por mais de 40 partidos ou organizações políticas. Um eleitor pode, se quiser, votar em António Ecarri para o círculo uninominal mas votar numa lista de um partido que não o apoie, por exemplo, no partido UPV ou no PSUV. Nesta circuncrição há 16 candidatos uninomianais.
Os boletins variam conforme as regiões, dependendo dos candiatos e dos partidos que se candidatam.
Vamos aqui analisar, como exemplo, a freguesia do famoso bairro 23 de Janeiro, em Caracas. O Distrito Capital elege 10 deputados (7 nominais e 3 através das listas). Nesta região vivem 2 milhões de habitantes. Podem ver aqui a tabela das freguesias e o número de deputados que corresponde a cada um. As freguesias de 23 de Janeiro, Altagracia, Catedral, Santa Teresa, e San Juan, em conjunto, elegerão 1 deputado (o mais votado pela via nominal). Os votos nas listas serão juntos aos das outras freguesias da mesma circuncrição e daí serão eleitos 3 deputados.
O total de deputados a nível nacional será de 165. O mandato é de 5 anos.
Actualmente no parlamento da venezuela o partido com mais deputados é o PSUV (de Chávez) com 139 deputados, seguido do Podemos com 6. Outros partidos têm os restantes deputados.
PS - Segundo as reportagens do João Pacheco de Miranda, para a RTP, "Numa coisa estão todos de acordo, no Domingo ou se vota por um comunismo à cubana ou pela democracia"... e "se conseguirem dois terços dos deputados, os chavistas ficam praticamente com o poder absoluto, como aliás até aqui"... e Chávez tem "um discurso populista e sedutor". Fonte: https://tirem-as-maos-da-venezuela.blogs.sapo.pt/196397.html Jornadas de Solidariedade com a Revolução Bolivariana -23, 24 e 25 de Setembro na cooperativa Mó de Vida em Almada - 20Set2020 15:47:08
A Venezuela, o país mais desigual da América-latina há cerca de 10 anos, é actualmente um dos mais equitativos, declarado pelas Nacões Unidas território livre de analfabetismo, com o salário mínimo mais elevado daquele sub-continente, com comprovados avanços na área da saúde, com um crescimento exponencial no número de meios alternativos de comunicação, etc. Porque razões este processo de inclusão e transformação tem causado tantas reacções negativas e tentativas de ingerência e boicotes da parte de governos estrangeiros, nomeadamento dos EUA e manipulação da informação nos meios hegemónicos de comunicação?
Com o objectivo de proporcionar uma visão desde as bases populares e debater os avanços sociais e políticos deste processo transformador, a Mó de Vida realiza este ciclo que incluirá mostra de documentários, debate, gastronomia e sessão de canto livre latino-americano.
Setembro
Dia 23 | Quinta-feira | 18:30h Apresentação dos documentários ?Venezuela: Fevereiro 27? de Liliane Blase Aza (lingua castelhana) ? 30 minutos e ?RCTV ? Digam a verdade? produzido por Ivenny Marcano e Jesdir Salazar (legendas em português) ? 26 minutos, seguido de debate com a participação de convidado/a venezuelano/a via internet.
Dia 24 | Sexta-feira | 18:30 h Apresentação do documentário ?Comuna em construção? de Dario Azzellii e Oliver Ressler (legendas em castelhano) ? 1h 34min, seguido de debate com a participação de convidado/a venezuelano/a via internet.
Dia 25 | Sábado 16:00 h | Apresentação dos documentários: ?A revolução não será transmitida? de Kim Bartley e Donnacha O'Briain (legendas em português) ? 1h 15min. ?Venezuela - um mundo por ganhar ? a revolução vista de fora e de dentro? de David Segarra (lingua castelhana) ? 43 min. ?Venezuela ? tocar e lutar? de Alberto Arvelo (lingua castelhana) - 1h 12min
20:00 h | *Jantar com prato tradicional venezuelano 21:30 h | *Sessão de canto livre latino-americano com Pumacayo Conde, Daniela Altieri e quem mais vier. *Marcações obrigatórias até ao dia 22/9 ? nº limitado de lugares ? entrada livre para a sessão de canto-livre.
Fonte: https://tirem-as-maos-da-venezuela.blogs.sapo.pt/196074.html Miembros
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